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Assassin’s Creed 2 quase contou a história de Brotherhood em um único jogo

Assassins Creed 22

Assassin’s Creed 2 poderia ter sido ainda maior. Antes de a Ubisoft transformar Ezio Auditore no protagonista de uma das trilogias mais marcantes da franquia, a ideia inicial era contar praticamente toda a trajetória do personagem em apenas um jogo.

A revelação foi feita por Jean Guesdon, veterano da série Assassin’s Creed, que explicou que o planejamento original de Assassin’s Creed 2 acompanhava Ezio desde seu nascimento até sua transformação em Mentor da Ordem dos Assassinos.

O problema era o tamanho dessa proposta. Desenvolver toda essa evolução em um único título, dentro de um ciclo de produção de aproximadamente dois anos, seria ambicioso demais para que a equipe conseguisse entregar a experiência com a qualidade desejada.

Assassin’s Creed 2 tinha uma história muito mais ambiciosa

Durante o desenvolvimento de Assassin’s Creed 2, a equipe imaginava uma trajetória muito extensa para Ezio. O personagem começaria sua jornada ainda jovem e passaria por diferentes fases até alcançar uma posição de liderança entre os Assassinos.

Essa estrutura acabaria sendo dividida entre os jogos seguintes. Em vez de concentrar todos os acontecimentos em Assassin’s Creed 2, a Ubisoft aproveitou as ideias iniciais para construir uma narrativa que continuaria em Assassin’s Creed Brotherhood e Assassin’s Creed Revelations.

Ezio se tornou o centro de uma trilogia

A decisão permitiu que a evolução de Ezio acontecesse de maneira mais gradual. Assassin’s Creed 2 apresentou sua transformação de jovem movido pela vingança para um assassino experiente, enquanto Brotherhood ampliou sua atuação como líder da Ordem.

Em Revelations, a história chegou ao seu encerramento, mostrando uma versão mais madura do personagem e concluindo sua jornada iniciada anos antes.

Essa divisão acabou beneficiando a narrativa, já que cada jogo conseguiu explorar uma fase diferente da vida de Ezio sem precisar condensar acontecimentos importantes em uma única campanha.

Assassin’s Creed 2

Brotherhood nasceu das ideias que não cabiam em Assassin’s Creed 2

A existência de Brotherhood não foi simplesmente uma forma de prolongar o sucesso de Assassin’s Creed 2. Segundo Guesdon, as ideias originalmente planejadas ajudaram a estabelecer o caminho para os dois jogos seguintes.

Isso explica por que Brotherhood funciona como uma continuação tão direta. O título aproveitou elementos narrativos e conceitos que já estavam sendo considerados durante a criação de Assassin’s Creed 2.

Além de continuar a história de Ezio, Brotherhood também expandiu a fantasia de liderança da franquia, colocando o protagonista em uma posição na qual precisava fortalecer e comandar a própria Ordem dos Assassinos.

Um desenvolvimento que mudou a franquia

A decisão de dividir a história de Ezio também contribuiu para consolidar um novo modelo de produção dentro de Assassin’s Creed.

Com o passar dos anos, a Ubisoft começou a distribuir o desenvolvimento entre diferentes estúdios. Dessa maneira, vários projetos podiam avançar simultaneamente, permitindo que novos jogos fossem produzidos em ciclos cada vez mais frequentes.

Esse modelo seria fundamental para transformar Assassin’s Creed em uma das principais franquias anuais da Ubisoft durante a década seguinte.

A era de Ezio ajudou a definir Assassin’s Creed

A trilogia protagonizada por Ezio é frequentemente lembrada como um dos períodos mais importantes da série. Assassin’s Creed 2 corrigiu diversas limitações do primeiro jogo, Brotherhood expandiu suas mecânicas e Revelations encerrou a trajetória do personagem.

O resultado foi uma evolução que dificilmente teria o mesmo impacto caso toda a história tivesse sido comprimida em apenas um título.

Curiosamente, a decisão de abandonar o plano original acabou permitindo que Ezio tivesse uma das jornadas mais completas da franquia. O personagem pôde envelhecer, amadurecer e mudar de objetivos ao longo de diferentes jogos.

Assassin’s Creed 2

O legado de Assassin’s Creed 2 e Brotherhood

A escala dos títulos modernos da franquia é muito maior do que aquela apresentada nos primeiros jogos de Ezio. Produções como Assassin’s Creed Valhalla e Assassin’s Creed Shadows apresentam mundos e campanhas que superam amplamente o tamanho dos jogos clássicos.

Mesmo assim, a trilogia de Ezio continua sendo lembrada justamente por seu equilíbrio entre narrativa, exploração e progressão do protagonista.

A história de Assassin’s Creed 2 poderia ter terminado de uma maneira completamente diferente se a Ubisoft tivesse insistido em colocar toda a trajetória de Ezio em um único jogo. A divisão acabou criando espaço para Brotherhood e Revelations e ajudou a transformar o personagem em um dos maiores nomes da franquia.

O que poderia ter sido diferente?

É impossível saber como Assassin’s Creed 2 teria funcionado caso o plano original tivesse sido mantido. A história provavelmente precisaria ser significativamente condensada, reduzindo o espaço para desenvolver personagens, conflitos e a própria evolução de Ezio.

Por outro lado, a decisão de transformar esse projeto em uma trilogia deu à Ubisoft a oportunidade de explorar melhor o protagonista e estabelecer uma das fases mais lembradas de Assassin’s Creed.

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Fonte: GamesRadar