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The Witcher 3 quase teve aldeões abandonando bebês durante testes de NPCs

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The Witcher 3: Wild Hunt é conhecido pela riqueza de seu mundo aberto e pelo comportamento detalhado de seus personagens. Porém, durante o desenvolvimento do RPG, a CD Projekt Red descobriu que criar uma população realmente convincente poderia gerar situações bastante inesperadas.

Um dos exemplos mais curiosos aconteceu quando os desenvolvedores perceberam que mães estavam simplesmente deixando seus bebês no chão sempre que Geralt provocava uma situação de perigo.

CD Projekt Red queria criar um mundo realmente vivo

Durante os primeiros anos de desenvolvimento de The Witcher 3, a equipe da CD Projekt Red estava especialmente concentrada em fazer com que os habitantes das vilas parecessem pessoas reais.

A ideia era que os NPCs tivessem rotinas próprias e seguissem determinados comportamentos durante o dia e a noite.

Essa preocupação ajudava a criar a sensação de que o mundo continuava existindo mesmo quando o jogador não estava diretamente envolvido com uma missão.

O problema é que a equipe acabou dando mais atenção às rotinas dos personagens do que às diferentes maneiras pelas quais eles deveriam reagir às ações de Geralt.

A curiosidade dos jogadores criou um problema

Philipp Weber, designer de missões da CD Projekt Red, explicou que a estrutura das áreas rurais incentivava os jogadores a observar cada detalhe.

Quando uma vila possui apenas algumas casas e moradores, é natural que o jogador queira descobrir se aquelas pessoas realmente possuem comportamentos próprios ou se tudo não passa de uma ilusão criada apenas para preencher o cenário.

Essa curiosidade acabou criando um desafio inesperado para os desenvolvedores.

Os jogadores poderiam testar os limites do sistema, provocando os moradores e observando como eles reagiriam.

The Witcher 3

NPCs precisavam reagir de forma mais inteligente

Durante uma parte do desenvolvimento, os aldeões possuíam rotinas bastante detalhadas, mas suas respostas às ações do jogador eram mais simples.

Se Geralt provocasse uma situação de perigo, os moradores simplesmente executavam uma reação genérica de fuga.

O problema é que essa regra não levava em consideração o contexto de cada personagem.

Foi assim que surgiu uma das situações mais bizarras dos testes de The Witcher 3.

Mães simplesmente largavam seus bebês

Quando o sistema de medo era ativado, os NPCs precisavam abandonar suas atividades e fugir do perigo.

A lógica funcionava para a maioria dos habitantes, mas criava uma situação absurda para as mães que carregavam bebês.

Durante algumas semanas de testes, as personagens simplesmente soltavam os recém-nascidos no chão e começavam a correr.

O comportamento era tecnicamente coerente com a regra de “fugir do perigo”, mas completamente inadequado para a situação.

A equipe percebeu rapidamente que precisava considerar mais variáveis ao criar as reações dos NPCs.

O desenvolvimento do mundo aberto evoluiu

Segundo Weber, atualmente a CD Projekt Red possui ferramentas e processos muito mais eficientes para construir vilas e personagens com comportamentos complexos.

O desenvolvedor afirmou que, se recebesse hoje a tarefa de criar uma vila de The Witcher 3 com oito casas, conseguiria montar sua estrutura básica em poucas horas.

Na época do desenvolvimento do jogo, entretanto, a equipe precisava dedicar muito mais trabalho para construir esses sistemas.

Rotinas diárias eram apenas uma parte do problema

Os ciclos de dia e noite dos NPCs eram uma das prioridades da equipe.

Os moradores precisavam trabalhar, descansar, circular pela vila e seguir suas atividades de maneira convincente.

Entretanto, fazer o mundo parecer vivo exigia muito mais do que criar uma agenda para cada personagem.

Os NPCs também precisavam entender o que estava acontecendo ao redor deles e reagir de acordo com suas características e circunstâncias.

Esse aprendizado acabou influenciando a maneira como a CD Projekt Red desenvolveu seus sistemas de mundo aberto.

The Witcher 3

The Witcher 3 ajudou a elevar o padrão dos RPGs

A preocupação com detalhes aparentemente pequenos contribuiu para transformar The Witcher 3 em uma referência quando o assunto é construção de mundos abertos.

O jogo apresenta aldeias, cidades e regiões nas quais os personagens possuem rotinas e comportamentos próprios, ajudando a criar a sensação de que o universo existe além da presença de Geralt.

Mesmo os erros encontrados durante o desenvolvimento fizeram parte desse processo.

O curioso caso das mães abandonando bebês mostra como sistemas aparentemente simples podem produzir resultados completamente inesperados quando milhares de interações diferentes acontecem simultaneamente.

O legado de The Witcher 3

Mais de uma década após seu lançamento, The Witcher 3 continua sendo estudado e lembrado justamente pela quantidade de detalhes presentes em seu mundo.

As experiências da CD Projekt Red durante a produção também ajudaram o estúdio a evoluir suas ferramentas para projetos posteriores.

A história dos NPCs que abandonavam seus bebês durante uma fuga é um exemplo divertido de como o desenvolvimento de um grande RPG envolve inúmeros testes, ajustes e situações que jamais seriam planejadas pelos designers.

No fim, transformar um mundo virtual em um lugar convincente exige muito mais do que criar personagens com rotinas.

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Fonte: GamesRadar