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Jailbreak do PS5 ganha força e pode afetar jogos lançados recentemente

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Um novo jailbreak para o PlayStation 5 pode representar uma mudança importante no cenário de exploração do console. Chamado de Relapse, o método teria compatibilidade com praticamente todas as versões de firmware disponíveis atualmente, com exceção da atualização 14.00.00, lançada em setembro de 2026.

A descoberta chama atenção principalmente porque o exploit pode atingir consoles que ainda não receberam a atualização mais recente. Além disso, relatos da comunidade indicam que o método consegue executar jogos relativamente recentes, aumentando a preocupação com seu possível impacto sobre a pirataria no PS5.

Relapse amplia a quantidade de PS5 potencialmente vulneráveis

Diferentemente de exploits anteriores, que normalmente ficavam restritos a versões específicas do sistema, o Relapse teria uma janela de compatibilidade consideravelmente maior. O método funciona em consoles utilizando a versão 13.60.00, lançada no final de julho, e em outras versões anteriores à 14.00.00.

Na prática, isso significa que muitos PlayStation 5 vendidos nas últimas semanas ainda podem estar utilizando um firmware compatível. O mesmo vale para unidades que permaneceram em estoque durante esse período, incluindo modelos mais recentes do console e o PS5 Pro.

A situação é particularmente relevante porque a atualização 14.00.00 chegou somente em 16 de setembro de 2026. Dessa forma, consoles que foram fabricados ou distribuídos antes dessa atualização podem ter permanecido com versões vulneráveis do sistema.

O cenário também mostra como a atualização de firmware pode ser determinante para a segurança do hardware. Enquanto a Sony consegue corrigir vulnerabilidades por meio de novas versões do sistema, aparelhos que permanecem em versões antigas continuam expostos ao exploit.

Compatibilidade com jogos recentes aumenta preocupação

O principal problema para a Sony não está apenas na quantidade de consoles potencialmente vulneráveis, mas também na relação entre firmware e jogos atuais.

Diversos títulos recentes exigem versões específicas ou atualizadas do sistema operacional do PS5 para funcionar corretamente. Isso cria uma situação complicada para quem explora versões antigas do firmware, já que determinados jogos podem depender de recursos ou correções introduzidos em atualizações posteriores.

Segundo relatos da comunidade de jailbreak, o Relapse estaria sendo utilizado para executar jogos lançados antes da chegada do firmware 14.00.00. Entre os exemplos mencionados está Marvel’s Wolverine, que chegou ao mercado em 15 de setembro, apenas um dia antes da nova atualização do sistema.

Isso significa que o título pode ser executado em aparelhos que permanecem em versões anteriores do firmware compatíveis com o exploit. A possibilidade amplia a relevância da falha justamente porque envolve um lançamento recente e de grande porte.

Outro caso citado pela comunidade envolve The Witcher 3 Remastered. Usuários de fóruns especializados afirmam ter conseguido executar a versão recém-lançada utilizando um PS5 compatível com o Relapse.

Esses relatos ainda dependem de confirmação técnica mais ampla e não significam que todos os consoles ou versões do jogo apresentem o mesmo comportamento. Ainda assim, eles indicam o potencial que o exploit pode ter caso sua compatibilidade seja confirmada em uma quantidade maior de títulos.

Exploit pode ser corrigido em uma próxima atualização

A Sony provavelmente terá como principal alternativa a distribuição de uma nova atualização de firmware capaz de bloquear a vulnerabilidade explorada pelo Relapse. O problema é que uma correção futura não altera o estado dos consoles que permanecerem em versões vulneráveis.

Outro ponto importante é que o exploit, segundo relatos, pode ser aplicado em menos de um minuto. Caso essa informação seja confirmada, a facilidade de utilização aumenta significativamente o alcance potencial da vulnerabilidade.

Ainda assim, existe uma diferença importante entre conseguir executar código não autorizado no console e estabelecer um cenário amplo de pirataria. A disponibilidade de jogos, atualizações, ferramentas e métodos compatíveis depende de diferentes fatores técnicos, e a situação pode mudar rapidamente conforme novas versões do firmware sejam lançadas.

A descoberta também pode acelerar a resposta da Sony. Caso a empresa consiga identificar exatamente quais componentes do sistema estão sendo explorados, uma atualização poderá limitar ou eliminar a vulnerabilidade nos consoles que forem atualizados.

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O futuro do jailbreak no PlayStation 5

O Relapse surge em um momento delicado para a segurança do PS5 justamente por atingir uma quantidade maior de versões do firmware do que muitos exploits anteriores. A compatibilidade com versões relativamente recentes do sistema também reduz a necessidade de manter um console extremamente antigo para testar o método.

Para a Sony, o desafio será interromper a exploração sem deixar de considerar os aparelhos que já estão utilizando versões vulneráveis. Mesmo depois de uma correção, consoles que permanecerem desatualizados continuarão representando uma parcela potencialmente explorável da base instalada.

Por enquanto, a extensão real do impacto ainda não está totalmente definida. Os relatos sobre jogos como Marvel’s Wolverine e The Witcher 3 Remastered indicam que o método pode ter consequências relevantes, mas novas informações serão necessárias para determinar exatamente quais títulos e versões podem ser afetados.

A expectativa é que uma próxima atualização do PS5 trate da vulnerabilidade. Até lá, o Relapse representa um dos desenvolvimentos mais abrangentes envolvendo jailbreak no console da Sony nos últimos tempos.

Fonte: Kotaku