Se Assassin’s Creed II foi o começo…
e Brotherhood o auge…
Revelations é o adeus.
E não é um adeus qualquer — é daqueles que ficam.
Quando joguei, já existia uma conexão forte com Ezio. Mas aqui, o sentimento muda. Não é mais sobre ascensão ou poder. É sobre propósito… e encerramento.
Ezio mais velho, mais humano
Ezio aqui não é mais o jovem impulsivo.
Ele está cansado. Mais sábio. Mais introspectivo.
E isso muda completamente o tom do jogo.
Cada fala, cada movimento… parece carregar peso.
Não é mais só vingança ou luta contra templários.
É uma busca por respostas.
Constantinopla — um novo cenário, outra energia
A mudança para Constantinopla (atual Istambul) foi uma decisão excelente.
O jogo traz:
- Cultura otomana
- Novos personagens
- Um ambiente vibrante e diferente da Itália
A cidade é viva, colorida e cheia de detalhes.
Mas ao mesmo tempo… existe uma sensação de melancolia que acompanha tudo.
Três histórias conectadas: Ezio, Altaïr e Desmond
Aqui está um dos pontos mais fortes do jogo.
Você não acompanha só Ezio.
Você também revisita:
- Altaïr (o primeiro assassino da franquia)
- Desmond (no presente)
E tudo se conecta.
A narrativa vira quase uma reflexão sobre tempo, legado e memória.
Gameplay: evolução… com algumas controvérsias
O jogo trouxe novidades interessantes:
- Hookblade → movimentação mais fluida (e divertida)
- Bombas → várias combinações estratégicas
- Defesa de torres → sistema novo… mas polêmico
Nem tudo agradou todo mundo, principalmente o modo de defesa.
Mas, no geral, o gameplay continua sólido.
Um tom mais reflexivo
Diferente dos anteriores, aqui o ritmo é mais contemplativo.
O jogo desacelera em vários momentos — e isso é proposital.
Ele quer que você pense.
Sobre:
- o que significa ser um assassino
- o peso das escolhas
- o fim de um ciclo
Um dos finais mais marcantes da história dos games
Sem dar spoilers diretos…
O final de Revelations é simplesmente inesquecível.
É aquele tipo de encerramento que:
- respeita o personagem
- conecta toda a jornada
- deixa um impacto emocional real
É difícil terminar e não ficar alguns minutos parado, refletindo.
Por que ele é tão especial?
Porque não tenta ser maior que os anteriores.
Ele tenta ser… significativo.
E consegue.
- Fecha a história de Ezio com dignidade
- Resgata Altaïr de forma brilhante
- Amarra a narrativa da franquia
É menos sobre ação… e mais sobre sentido.
Vale a pena hoje?
Sim — principalmente se você jogou os anteriores.
Revelations não funciona tão bem sozinho.
Mas como parte da trilogia… ele é essencial.
É o capítulo final de uma das melhores histórias já contadas nos games.
Conclusão da trilogia
A jornada de Ezio é, sem dúvida, o ponto mais alto da franquia Assassin’s Creed.
- Assassin’s Creed II → nascimento
- Brotherhood → domínio
- Revelations → legado
E pra quem viveu isso lá atrás, no PC…
fica aquela sensação rara:
de ter acompanhado não só um jogo,
mas uma história completa.




















