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Crazy Taxi World Tour mistura nostalgia e mundo aberto em uma fórmula que surpreende

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Novo jogo da Sega preserva a essência arcade do clássico, mas adiciona missões, desafios de direção e mapas abertos que lembram Forza Horizon.

Depois de anos longe dos holofotes, Crazy Taxi está finalmente preparando seu retorno. E, pelo que foi possível experimentar durante a Gamescom 2026, Crazy Taxi World Tour não pretende simplesmente repetir a fórmula do Dreamcast.

A Sega encontrou uma maneira interessante de modernizar a franquia sem abandonar aquilo que tornou o jogo original tão divertido. O resultado combina corridas caóticas, passageiros inusitados, exploração livre e desafios espalhados pelo mapa.

Crazy Taxi World Tour mantém o espírito do clássico

A principal preocupação com o novo jogo era saber se a modernização acabaria descaracterizando a franquia.

A demonstração indica justamente o contrário.

Embora World Tour tenha uma estrutura muito maior, a essência continua presente. O jogador ainda pode encontrar passageiros pelas ruas, pegá-los rapidamente e tentar levá-los ao destino antes que o tempo acabe.

A diferença é que essa experiência agora divide espaço com uma série de atividades e missões espalhadas por cidades abertas.

Um mundo aberto inspirado em Forza Horizon

Cidades diferentes trazem novos desafios

Diferentemente do primeiro Crazy Taxi, que ficou marcado por sua ambientação inspirada em San Francisco, World Tour pretende levar os jogadores para diferentes partes do mundo.

A demonstração da Gamescom apresentou uma cidade localizada na Alemanha, com arquitetura inspirada na região da Baviera.

Cada cidade terá seu próprio mapa aberto e diferentes atividades para realizar, permitindo que o jogador simplesmente dirija pela região em busca de novos desafios.

Desafios aparecem durante a condução

Uma das ideias que mais lembram Forza Horizon é a maneira como os desafios estão espalhados pelo mapa.

O jogador pode encontrar atividades de slalom, provas contra o relógio e grandes saltos simplesmente dirigindo pela cidade.

Não é necessário acessar menus complexos ou selecionar uma missão específica. Basta passar pelo local para iniciar o desafio.

Essa abordagem ajuda a transformar a própria condução em uma atividade constante.

Missões deixam os passageiros ainda mais malucos

Além das corridas tradicionais, Crazy Taxi World Tour apresenta passageiros especiais com objetivos próprios.

Um deles é Albrecht, um bailarino que não quer apenas chegar ao destino. Para completar a viagem da maneira correta, o jogador precisa realizar uma manobra de drift durante o percurso.

Outro passageiro é Ggoora Zyih, um alienígena interessado em conhecer como os humanos dirigem. Nesse caso, é necessário atravessar uma sequência de checkpoints rapidamente.

Mas uma das situações mais divertidas envolve Pierre, um passageiro desesperado para chegar ao aeroporto.

O problema é que ele está sendo perseguido pela polícia e não avisa o motorista. A corrida então se transforma em uma perseguição frenética que termina com o jogador tentando alcançar um avião enquanto ele decola.

Essas situações ampliam consideravelmente a fórmula original.

O clássico Crazy Taxi continua disponível

Apesar das mudanças, a Sega não esqueceu os fãs que querem apenas a experiência tradicional.

Os passageiros comuns continuam espalhados pelas cidades.

Ao pegar um deles, o jogo pode ativar uma experiência semelhante ao Arcade Mode clássico, com limite de tempo e corridas rápidas.

Até mesmo a famosa trilha sonora característica da franquia ganha espaço nesses momentos, criando uma ponte direta com o jogo original.

Isso significa que o jogador pode alternar entre a estrutura moderna de World Tour e partidas mais próximas do Crazy Taxi tradicional.

Sistema de direção foi modernizado

Drift ganhou um comando próprio

O sistema de direção também passou por mudanças.

No jogo original, algumas das principais manobras exigiam combinações específicas entre acelerador, freio e as marchas Drive e Reverse.

Em World Tour, a Sega simplificou parte desses comandos para tornar a direção mais acessível.

O Crazy Drift, por exemplo, agora possui um botão dedicado que pode ser pressionado para realizar a derrapagem.

A mudança deve facilitar a entrada de novos jogadores sem eliminar a importância das manobras durante as corridas.

Nitro recompensa quem dirige bem

O Crazy Dash também retorna, mas sua versão mais avançada foi substituída por um sistema de impulso semelhante ao Nitro.

O medidor é carregado conforme o jogador realiza manobras, entrega passageiros, executa Crazy Dashes e demonstra habilidade ao volante.

Dessa maneira, dirigir de forma agressiva e estilosa passa a ter uma recompensa direta durante as corridas.

A trilha sonora ainda gera dúvidas

Um dos elementos mais marcantes do Crazy Taxi original era sua trilha sonora, especialmente as músicas de bandas como The Offspring e Bad Religion.

Na demonstração, a música inicial apresentada tinha uma identidade mais relacionada ao cenário alemão.

Isso pode causar estranhamento para quem associa imediatamente a franquia às músicas punk dos jogos antigos.

Por outro lado, quando o jogador inicia uma corrida tradicional com passageiros comuns, a experiência clássica retorna, incluindo a famosa energia musical que marcou a série.

Inteligência artificial também foi usada no desenvolvimento

A Sega confirmou que utilizou inteligência artificial generativa durante a fase inicial de pesquisa de Crazy Taxi World Tour.

A empresa, entretanto, afirmou que a tecnologia não foi utilizada para criar os elementos artísticos presentes no jogo.

O assunto continua sendo um dos temas mais discutidos atualmente na indústria, e caberá aos jogadores avaliar como enxergam essa utilização da tecnologia no processo de desenvolvimento.

Crazy Taxi World Tour pode ser o retorno que os fãs esperavam

A experiência apresentada na Gamescom 2026 mostra um projeto que conseguiu encontrar um equilíbrio interessante entre passado e presente.

Crazy Taxi World Tour não tenta substituir o clássico. Em vez disso, utiliza sua fórmula como base para construir uma experiência mais ampla, com cidades abertas, missões, desafios e novas mecânicas de direção.

A grande dúvida agora é saber se essa variedade será suficiente para manter o jogo interessante depois de várias horas.

Se a Sega conseguir manter a diversidade entre as cidades e evitar que as atividades se tornem repetitivas, o novo Crazy Taxi poderá finalmente representar uma evolução natural da franquia.

E você, ficou animado com Crazy Taxi World Tour? Prefere a fórmula arcade clássica ou gostou da ideia de um mundo aberto com missões e desafios? Deixe sua opinião nos comentários e continue acompanhando o NoobGamers para mais novidades da Gamescom 2026.

Fonte: VGC