Resident Evil Requiem — o novo marco da franquia
Resident Evil Requiem Review: análise completa do novo survival horror da Capcom
Resident Evil Requiem chega como o nono título principal da consagrada franquia da Capcom e rapidamente se posiciona como um dos jogos mais discutidos de 2026. Misturando terror psicológico, ação intensa e narrativa cinematográfica, o game tenta equilibrar tradição e inovação — e, na maior parte do tempo, consegue.
Nesta análise completa, você confere todos os detalhes sobre jogabilidade, história, gráficos e desempenho de Resident Evil Requiem, além dos principais pontos positivos e negativos.
Atmosfera e narrativa: o retorno ao horror clássico
Um dos maiores acertos de Resident Evil Requiem está na sua ambientação. O jogo leva o jogador de volta à icônica Raccoon City, agora em ruínas e envolta em mistério.
Duas perspectivas, duas experiências
A narrativa se divide entre dois protagonistas:
- Grace Ashcroft
- Leon S. Kennedy
Grace representa o lado mais clássico do survival horror: vulnerabilidade, escassez de recursos e tensão constante. Já Leon traz uma abordagem mais moderna, com foco em combate e ação.
Essa alternância cria uma experiência dinâmica, mas também levanta um ponto importante: o jogo constantemente transita entre dois estilos bastante distintos.
Uma história que conecta a franquia
A Capcom apostou em uma narrativa que amarra eventos de jogos anteriores, algo que agrada principalmente fãs antigos da série. O roteiro busca oferecer um fechamento emocional para diversos arcos, reforçando o legado da franquia.

Jogabilidade: equilíbrio entre terror e ação
A gameplay de Resident Evil Requiem é construída sobre dois pilares principais: sobrevivência e combate.
Survival horror com Grace Ashcroft
As seções com Grace são claramente inspiradas nos jogos clássicos da franquia:
- Recursos limitados
- Exploração tensa
- Inimigos mais ameaçadores
- Ritmo mais lento e estratégico
Aqui, o jogo brilha ao entregar momentos genuinamente assustadores.
Ação moderna com Leon Kennedy
Já com Leon, o foco muda completamente:
- Combate fluido
- Maior quantidade de inimigos
- Sequências mais intensas
- Ritmo acelerado
Essa dualidade mantém a experiência variada, embora nem sempre a transição entre os estilos seja totalmente suave.
Alternância entre primeira e terceira pessoa
Um dos diferenciais técnicos mais interessantes é a possibilidade de alternar entre câmera em primeira e terceira pessoa.
Isso permite que o jogador personalize a experiência:
- Primeira pessoa: maior imersão e tensão
- Terceira pessoa: melhor controle em combate
Gráficos e desempenho: um dos jogos mais bonitos da franquia
Desenvolvido na RE Engine, Resident Evil Requiem apresenta um nível técnico impressionante.
Destaques visuais
- Iluminação dinâmica extremamente realista
- Ambientes detalhados e atmosféricos
- Modelos de personagens com expressões faciais avançadas
A iluminação, em especial, é um dos pontos mais fortes, contribuindo diretamente para o clima de terror.
Design de som e trilha sonora
O áudio também merece destaque:
- Sons ambientes intensificam a tensão
- Trilha sonora pontual e eficiente
- Efeitos sonoros que aumentam o impacto dos sustos
O resultado é uma experiência sensorial completa, essencial para o gênero.

Desempenho e otimização
O jogo apresenta bom desempenho na maioria das plataformas, com estabilidade consistente e poucos problemas técnicos relatados.
A RE Engine mais uma vez prova sua eficiência, entregando gráficos de ponta sem comprometer a performance.
Recepção da crítica e dos jogadores
Resident Evil Requiem foi muito bem recebido pela crítica especializada, alcançando médias próximas de 88/100 em agregadores.
Pontos positivos
- Atmosfera envolvente e assustadora
- Narrativa ambiciosa e conectada à franquia
- Excelente qualidade gráfica e sonora
- Variedade na jogabilidade
Pontos negativos
- Ritmo irregular em alguns momentos
- Transição entre estilos pode parecer inconsistente
- História pode confundir parte dos jogadores
Entre os jogadores, a recepção também é majoritariamente positiva, embora existam divisões — algo comum em franquias com longa história.

Comparação com outros jogos da franquia
Dentro da linha principal, Resident Evil Requiem se posiciona como um híbrido entre:
- O terror clássico de Resident Evil 2
- A ação de Resident Evil 4
Essa fusão define a identidade do jogo, mas também é sua maior aposta — e seu maior risco.
Vale a pena jogar Resident Evil Requiem?
Resident Evil Requiem é um jogo ambicioso que tenta agradar diferentes públicos dentro da base de fãs da franquia. Mesmo com algumas inconsistências, o resultado final é extremamente sólido.
Para quem busca:
- Terror psicológico de qualidade
- Narrativa envolvente
- Gráficos de última geração
- Gameplay variada
o jogo é altamente recomendado.
Conclusão
Resident Evil Requiem se consolida como um dos principais lançamentos de 2026 no gênero survival horror. A Capcom conseguiu equilibrar tradição e inovação, entregando uma experiência rica, mesmo que imperfeita em alguns aspectos.
É um título que respeita o passado da franquia, enquanto aponta caminhos para o futuro — e isso, por si só, já o torna essencial para fãs da série e do gênero.




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